Incomodado com a possibilidade de ser fiscalizado por integrantes da sociedade civil de São Paulo um vereador comentou ser contrário a que existam movimentos como o Adote um Vereador. Neste caso, tal comentário partiu do vereador Souza Santos do PSDB que usou parte do seu tempo na tribuna da Câmara para proferir palavras contrarias `a existência de um padrinho que o acompanhe por todos os dias do seu mandato. Em sua opinião “se querem o ‘adotar’ que venham conhecer o seu trabalho”. E mais: “não adianta me criticar pela internet sem saber o que faço aqui dentro. Venha ao meu gabinete, conheça o meu trabalho antes.” O parlamentar também discorreu sobre os problemas de drogadicção entre jovens. (disponível em : Câmara de vereadores de São Paulo)
Recomendo o blog da madrinha do vereador onde outras informações a respeito dele estão disponíveis.
Quanto minha adotada, a nobre vereadora Marta Costa, nem uma palavra. Ate’ a presente data fui categoricamente ignorado na minha existência como cidadão atento e preocupado com os destinos de nossa cidade. Pelo que vejo existe uma certa rejeição de parte do legislativo a que cidadãos comuns venham a organizar-se para em coro cobrar explicações! Veja so’ onde viemos parar.
Minha tentativa de me fazer conhecer por minha adotada foi publicada no blog do jornalista Milton Jung da CBN, iniciativa aberta a críticas e manifestações.
Com relação ao pronunciamento do vereador Souza Santos deixo aqui parte da minha participação em comentários relativos ao tema, também publicado no blog do jornalista Milton Jung da CBN.
Comentário :
(...)A iniciativa de adotar um político e’ algo louvável, e deveria ser feita naturalmente por toda a gente que vota, e que seguido a isso deveria ficar nos calcanhares de seus escolhidos.
Isto não acontece em parte por causa da súbita transformação de um candidato em “autoridade” quase um semi-deus; inatingível, cheio de pompa e nove horas.
Duvida disso? Vai lá na câmara e tenta falar com algum deles.
Estou tentando que uma vereadora leia uma mensagem minha e depois de três tentativas frustradas ela nem sequer a recebeu. São três e-mails que retornaram com o ro'tulo de “não entregue”.
Quando o nobre vereador diz, “venha ao meu gabinete e conheça o meu trabalho” eu respondo:
Não preciso. Eu moro em São Paulo.
Acaso alguém esta satisfeito com o retorno de algum imposto que pagou este ano?
Quem sabe bem de parcialidade, e’ quem tem que submeter-se a um atendimento no posto de saúde, a escola pública, quem vai de coletivo quem vai de trem, quem tem que conviver com indignidade das crianças drogadas no centro. Nunca ouvi dizer de um vereador esperando a consulta médica no posto de saúde. Se eles fossem obrigados a servirem-se unicamente do aparato publico talvez não tivéssemos que adotá-los.
Se tudo isso não bastar pra conhecer o trabalho da política em nossas vidas talvez tivéssemos que viver outra, dentro de algum gabinete lá na câmara de vereadores, uma visita somente seria muito pouco.
Minha opinião, não fosse eu integrante do projeto, seria rigorosamente a mesma!
Sergio Mendes
domingo, 31 de maio de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário