domingo, 31 de maio de 2009

Adotar ou não adotar

Incomodado com a possibilidade de ser fiscalizado por integrantes da sociedade civil de São Paulo um vereador comentou ser contrário a que existam movimentos como o Adote um Vereador. Neste caso, tal comentário partiu do vereador Souza Santos do PSDB que usou parte do seu tempo na tribuna da Câmara para proferir palavras contrarias `a existência de um padrinho que o acompanhe por todos os dias do seu mandato. Em sua opinião “se querem o ‘adotar’ que venham conhecer o seu trabalho”. E mais: “não adianta me criticar pela internet sem saber o que faço aqui dentro. Venha ao meu gabinete, conheça o meu trabalho antes.” O parlamentar também discorreu sobre os problemas de drogadicção entre jovens. (disponível em : Câmara de vereadores de São Paulo)
Recomendo o blog da madrinha do vereador onde outras informações a respeito dele estão disponíveis.
Quanto minha adotada, a nobre vereadora Marta Costa, nem uma palavra. Ate’ a presente data fui categoricamente ignorado na minha existência como cidadão atento e preocupado com os destinos de nossa cidade. Pelo que vejo existe uma certa rejeição de parte do legislativo a que cidadãos comuns venham a organizar-se para em coro cobrar explicações! Veja so’ onde viemos parar.
Minha tentativa de me fazer conhecer por minha adotada foi publicada no blog do jornalista Milton Jung da CBN, iniciativa aberta a críticas e manifestações.



Com relação ao pronunciamento do vereador Souza Santos deixo aqui parte da minha participação em comentários relativos ao tema, também publicado no blog do jornalista Milton Jung da CBN.


Comentário :

(...)A iniciativa de adotar um político e’ algo louvável, e deveria ser feita naturalmente por toda a gente que vota, e que seguido a isso deveria ficar nos calcanhares de seus escolhidos.
Isto não acontece em parte por causa da súbita transformação de um candidato em “autoridade” quase um semi-deus; inatingível, cheio de pompa e nove horas.
Duvida disso? Vai lá na câmara e tenta falar com algum deles.
Estou tentando que uma vereadora leia uma mensagem minha e depois de três tentativas frustradas ela nem sequer a recebeu. São três e-mails que retornaram com o ro'tulo de “não entregue”.
Quando o nobre vereador diz, “venha ao meu gabinete e conheça o meu trabalho” eu respondo:
Não preciso. Eu moro em São Paulo.
Acaso alguém esta satisfeito com o retorno de algum imposto que pagou este ano?
Quem sabe bem de parcialidade, e’ quem tem que submeter-se a um atendimento no posto de saúde, a escola pública, quem vai de coletivo quem vai de trem, quem tem que conviver com indignidade das crianças drogadas no centro. Nunca ouvi dizer de um vereador esperando a consulta médica no posto de saúde. Se eles fossem obrigados a servirem-se unicamente do aparato publico talvez não tivéssemos que adotá-los.
Se tudo isso não bastar pra conhecer o trabalho da política em nossas vidas talvez tivéssemos que viver outra, dentro de algum gabinete lá na câmara de vereadores, uma visita somente seria muito pouco.
Minha opinião, não fosse eu integrante do projeto, seria rigorosamente a mesma!

Sergio Mendes

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Da prestação de contas da Vereadora Marta Costa

Mês 04/2009

Auxílio- Encargos Gerais de Gabinete
Reembolso por natureza de despesa


D-Locação de Veículo
50.176.288/0001-28 Câmara Municipal de São Paulo Valor: 1.616,93

S-Despesas de Correios
50.176.288/0001-28 Camara Municipal de São Paulo Valor: 323,60


Total : 1.940,53

Valores que constam da última atualização em Abril/2009

Fonte : Câmara Municipal de São Paulo

Sergio Mendes

Uma outra Marta

Conheci a Marta um dia pela manhã, bem de manhãzinha indo pro trabalho. Ela estava sempre acompanhada de uma moça que fazia os serviços da copa na escola em que eu trabalho. Marta é uma mulher grande, da pele alva cabelos longos sorriso largo e muito expansiva. Sempre nos cumprimentávamos mas nunca havíamos parado para falar nada além do mesmo bom dia de sempre. Ela era uma parte do meu caminho. Religiosamente nos encontrávamos no mesmo lugar em direção oposta e isso para mim era sinal de que eu ainda estava dentro do meu horário. Até que um dia fiquei sem Ana, e sem alguém que me ajudasse em casa, procurei por Marta, eu sabia que ela trabalhava em casa de família. A ironia era que justo agora não a encontrava. Duas semanas se passaram quando finalmente a vi.
_Foi Rejane , ela disse. Tive de cuidar dela.
Tudo certo no sábado seguinte ela estava pronta em minha cozinha. Bem arrumada elegante em sua dignidade. Foi à dispensa, trocou suas roupas e me perguntou :
_Estou a disposição de vocês. Por onde eu começo?
Faz um ano todo sábado é a mesma coisa, pontual às 8:00 , ela esta a postos! Nunca se atrasou. Os problemas por não saber ler sempre foram driblados com aquela manha de brasileiro. São 46 anos, uma filha de 16. Ela trabalha durante a semana em uma casa de família e aos sábados está aqui. De pé e inteira. Arruma a casa, passa a roupa e vai embora com o mesmo sorriso que chegou. Sempre me impressionou sua alegria forte. Faz um ano e nunca mudou. Ela só tem medo de relâmpago! Coisa de quando era pequena, ela mesmo disse!

Mais ou menos um mês atrás, Rejane ,uma de suas irmãs caiu doente.
_O câncer voltou.
Muito poucas chances mas estavam todos juntos. O pai a mãe os irmãos e Marta! Foi um calvário por que nem podíamos tentar alertá-la, ela não parava para ouvir. Não deixou de vir nem um sábado. Nem quando a entreguei sua diária e pedi que ela voltasse. Ela conta conosco pra seu sustento. O que ela não imagina é que também contamos com ela, pra muito mais do que a casa, casa que aos sábados tem a cara de Marta. Nossa roupa já esperou, vou ter que passar tudo, como eu acho que sei. Agora a pouco ela me ligou, eu estava meio longe com minhas questões seculares.
_Rejane morreu...
Ela estava no trem rumo a Rio Grande da Serra. São duas horas até lá. Acho que ela estava chorando. Não ouvi muito bem, não falamos mais nada.
Chorei por Marta e agora estou escrevendo. Minha roupa vai esperar. Vou ter que passar tudo, como eu acho que sei. Eu também terei que esperar. Acho que finalmente amanhã ela não vem.

Para Rejane

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Educação em cheque mate!

E vejam só, o erro não acontece somente do lado de lá da mesa, as diferentes esferas bem definidas da administração pública contém desvios que, mais uma vez, só acontecem por que nós permitimos.
A bola da vez são livros de poesias distribuídos para alunos da rede estadual e que seriam inapropriados, ou teriam conteúdo inapropriado para crianças e adolescentes em idade escolar. Os livros foram distribuídos na rede pública e só depois de os textos serem veiculados na imprensa é que foram recolhidos. O governador em pessoa, desculpou-se na TV mas não antes de tecer um comentário no mínimo desastroso em relação as obras que tem sim muita qualidade e que somente não deveriam estar nas mãos de, possíveis, futuros leitores ainda sem maturidade suficiente para digerir e usufruir de tais publicações.
Fica no ar a questão muito pertinente sobre o que estamos ensinando a nossos meninos e meninas. Problemas na educação são uma constante em todo o território nacional, são muito antigos e o resultado de uma má educação é também um velho conhecido nosso.
Pra terminar, fica outra vez o convite a que você, mesmo quem não tem filhos, não entregue a outros a responsabilidade de cuidar da sua casa! Todos estamos no mesmo barco sempre e quando vivemos em comunidade. A cidade também é sua. Política não pode ser tabu e deve ser discutida com maturidade e isenção de paixão. Não importa a cor de seu partido preferido, importa o bem comum, o cumprimento da lei. Se de alguma maneira você sentir-se pequeno ao lutar por justiça, pode que ao ignorar o grito alheio não tenha sobrado mais quem possa lhe ouvir.
Leia, opine, atue.

Sergio Mendes

Leia mais sobre estes livros aqui. "Poesia para crianças da rede pública falam em droga, sexo e estupro." e aqui " Não daria para minhas filhas lerem." os textos são do blog do jornalista Milton Jung.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Transparente pero no mucho

Carente de uma resposta da minha adotada ainda está o fato de ela haver doado R$ 52.850,00 à própria campanha quando foi declarado à Justiça Eleitoral a inexistência de bens próprios. O interessante aqui é que nenhum candidato tem a obrigação legal de apresentar a Justiça Eleitoral o mesmo conteúdo da declaração que fazem a Receita Federal e isso cria um precedente muito perigoso visto que desde o início não fica muito claro a diferença entre legal e ilegal, legal e imoral, dito e não dito.
Será que ainda teremos de nossos representantes a mesma clareza que os órgãos de arrecadação e as instituições financeiras exigem de nós, meros mortais?

Leia mais no Blog do jornalista da CBN Milton Jung

Quer saber o que Marta Costa pensa a este respeito?
Pergunte para ela.
martacosta@camara.sp.gov.br


Sérgio Mendes

terça-feira, 26 de maio de 2009

Do conveniente ao necessário

A gente fica meio perdido com a quantidade de falta de providencia e descaso com a nossa cidade e não percebe quanto de todo este desmando é culpa nossa. A falta de engajamento político é sim a grande culpada quando faz do cidadão um mero pagador de impostos. Um contribuinte. Aquele tipo que paga e nunca volta para pegar o que comprou.
Grande parte da culpa deste comportamento lamentável sem dúvida é da ditadura, nossa geração cresceu sob a sombra dos tempos de exceção, não se deveria reclamar. Estávamos em um período de fazer crescer o bolo para só depois dividi-lo. A questão é que ele nunca viria a ser dividido. O caos que vivemos hoje é sim em parte culpa daqueles tempos em que tudo era segredo ,a qualidade de vida era artificial, havia o glamour do Brasil grande e falar de democracia não era legal, era coisa de comunista. Ha mais de 30 anos e ainda não aprendemos. Ficamos tentando achar o culpado.Pense no exemplo do sapo que, posto para cozinhar em água ainda não tão quente, morre cozido por não ter reagido e pulado fora enquanto ainda podia.
O tempo vai passando a realidade vai batendo na nossa porta cada vez mais forte. Vai batendo, batendo até o ponto em que não da mais para fazer de conta que ela não esta do outro lado. Já existem tantos casos em que a porta não foi suficiente pra segurar a realidade lá fora, casos em que ela invadiu a nossa casa, atirou em nossos queridos, roubou a nossa tranqüilidade, aviltou a nossa paz. Surpreendentemente muita gente boa e esclarecida vai comprando mais portas e colocando cercas e implementando câmeras pra vigiar!
Isso no caso de quem pode pagar impostos e serviços privados. IPVA e seguro do carro, seguridade social e plano de saúde. O pagar por dois e com sorte, levar pelo menos um...Pagar mas não levar. Impostos são nosso dever mas não são tudo. Quando pago por um produto, quero que ele funcione bem, não se compra uma lâmpada para que ela fique apagada ali no teto, ou uma geladeira que não resfrie. E por que comprar um político que não trabalha a contento? E qual seria a medida do contento? Calçadas caminháveis? Escolas de qualidade? Hospitais dignos? Segurança nas ruas?
Sim! Isso e muito mais!
Entendemos muito mais do time do coração do que do vereador que ajudamos a eleger e ainda tem aquela sensação de não saber bem a quem reclamar! De quem cobrar, sair botando a culpa em tudo menos onde ela realmente está, sair achando... achando pelos em ovos! Sair dizendo que o brasileiro não sabe votar, que é um povo humilde e facilmente enganado. Mas não somos nós mesmos brasileiros? Ou somos sapos?
Não dá pra usar dois pesos e duas medidas e culpar outros por fazer igual . Olhe lá, mas não olhe aqui. Grito acolá e aceito apatia aqui. Enquanto o prefeito e vereadores afirmam estar trabalhando, nossa cidade vai definhando mergulhada num mar de indiferença. Não é justificável aumentar o valor da passagem de ônibus quando eles ainda estão lotados e sujos faz muito tempo. Não se justifica aumentar o IPTU se a cidade ainda está acossada por enchentes, e com hora marcada!
Nem as calçadas novas da Paulista resistem ao marasmo que tomou conta de nós! Lembre-se de quem pagou pela calçada. Lembre-se de quem pagou para não ter que ziguezaguear por entre os buracos no asfalto. Lembre-se que nossa cidade não pode ser a panela que vai cozinhar sapos.
Faça mais do que espera dos outros, faça a sua parte e seja vigilante!

Sérgio Mendes

Adotei a vereadora Marta Costa

Em conformidade com meu papel como cidadão e no intuito de ajudar na construção de uma cidade melhor para nós e para os que vierem depois de nós decidi ajuntar-me aos integrantes do projeto Adote Um Vereador.Tenho ciência do tamanho da responsabilidade de lidar com uma cidade tão grande e tão cheia de contrastes como é São Paulo.
Gostaria de convidá-los a refletir sobre assuntos tão vitais como a educação, saúde, transporte e outros de maior ou menor monta mas que final do dia sempre tem peso relevante na vida de todos e cada um de nós. Tratarei mais especificamente da maneira como a atuam os nossos parlamentares ao fazerem as leis que determinam como vivemos, de como empregam o dinheiro que vem dos impostos cobrados a todos nós, de como fiscalizam o poder executivo compelindo este a que faça cumprir-se a lei e prestar contas de seu gastos.
Faço aqui a minha parte. Os convido a que me ajudem com seus comentários e sugestões para conseguirmos a transparência que desejamos no trato da vida comum em nossa cidade.
Estarei acompanhando a vida parlamentar de Sra Vereadora Marta Costa, eleita para o segundo mandato como vereadora pelo partido Democratas (DEM). Inicialmente as informações que estarão presentes aqui virão de fontes tais como:

Projeto Excelências Projeto Excelências

Vereador Digital : Vereador digital

A princípio um resumo do primeiro mandato da vereadora e de como sua atuação junto a câmara de vereadores tem contribuído para minorar as mazelas mais visíveis a todos nós.
Das Leis:
Há uma gama de leis propostas pela vereadora ou com a participação da mesma sempre com o foco muito perto do cidadão e do que vem a ser de modo geral o bem estar do individuo. Descritas na integra no site do Projeto Excelência, conforme informa o site ha vários projetos, pendentes de aprovação( até a data de hoje) e outros que o site sinaliza como aprovado.
Entretanto pode-se encontrar ali uma Marta Costa muito preocupada com a vida em comunidade quando em conjunto com outros vereadores trata de regular por exemplo sobre a quantidade de barulho que poderá ser tolerada em locais de reuniões ( PL 400/2007 ) carente de aprovação.
Ou ainda o projeto de lei que cria no município a semana da avaliação postural e educativa sobre a doença de Alzheimer( PL 378/2005 ) .
Outras de caráter não tão vital como a que institui no calendário oficial do município novas datas comemorativas e Homenagens a cidadãos paulistanos.
Uma inclusive bastante curiosa que institui O Dia da Hora do Planeta ! (lei 68/2009 ). Sem maiores explicações ate a presente data.
Iniciando-se assim a minha tarefa de avaliação e acompanhamento dos trabalhos desta vereadora da cidade de São Paulo.



Sérgio Mendes

Fonte : www.exelencias.org.br

Sobre a vereadora Marta Costa

Vereadora da cidade na cidade de São Paulo (DEM)


Nome na Urna: Marta Costa

Sexo: Feminino

Data de Nascimento: 30/10/1956

Estado Civil: Casado(a)

Nacionalidade: Brasileira

Naturalidade: São Paulo/SP

Grau de Instrução: Superior Completo

Ocupação: Vereador

Partido: DEM

Coligação: DEM - PMDB - PR

Composição da Coligação: PR / PMDB / DEM

Declaração de bens: Não tem

Telefone: (0xx11)3396-4303

Fax:(0xx11)3396-3964

Pagina Pessoal www.martacosta.com.br/

Correio eletronico: martacosta@camara.sp.gov.br

Mais sobre a vereadora: Formada em letras e administração de empresas, é filha do pastor José Wellington Bezerra da Costa, pastor presidente da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil. É fiscal do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.




Vice-Presidente da CPI - 2009 - IPTU;
Vice-Presidente da Comissão de Trânsito, Transporte, Atividade Econômica, Turismo, Lazer e Gastronomia;
Integrante da Comissão Extraordinária de Direitos Humanos, Cidadania, Segurança Pública e Relações Internacionais;


Fonte : Vereador Digital

sábado, 23 de maio de 2009

Muito bem, começamos.

Tenho sorte de viver em São Paulo. Uma cidade que desde minha infância é um ícone para mim.

Nasci no interior do estado do Piauí e só nas minhas brincadeiras de criança era possível morar aqui. Costumávamos, eu e a molecada de então, sermos mais inventivos fazíamos de conta que transitávamos entre o Rio e a São Paulo das novelas da Globo. Engraçado que mudavam as novelas e as personagens, mas éramos em nosso faz-de-conta, sempre o empresário a secretária e empregada que servia o café ou a bebida... Alguns itens estavam sempre presentes também. A máquina de escrever feita com uma folha de papel dobrada ao meio e curva para imitar o som das teclas, um interfone com o qual o diretor falava com a secretária, a moto que era não mais que um pedaço de pau. O carro, uma tampa de panela...( contribuição involuntária da minha avó...). Muito Bom, muito desprovida dos brinquedos vendidos na época, mas cheia de criatividade.

São Paulo era grande, era longe era um mito. Vir até aqui de verdade só comparávamos a ir a Marte! Tenho a impressão nostálgica de que naquele tempo deveria ser melhor aqui.

Gosto de como São Paulo esta hoje, há muita beleza escondida pelo asfalto, muitas arvores que teimam em dar frutos e flores amenizando a poluição nos nossos olhos. Generosas estas criaturas. Há algo mais generoso que uma árvore?

É claro que poderia ser bem melhor. Há muito que fazer mas antes de seguir o rosário das mil queixas deveríamos perguntar a nós mesmos sobre como contribuir, como melhorar.

Sem dúvida, trazer a luz, o debate que acontece dentro do fórum maior do município e convidar os cidadãos a opinar, é um jeito bastante eficaz de fazer daqui, uma cidade mais parecida conosco. Tenho as minhas opiniões bastante claras neste sentido e gosto do apoio dos que compartilham comigo estes pontos de vista. Entretanto bom mesmo é exercitar o dialogo com opiniões contrarias. Negociar uma saída justa e moral para os problemas comuns a todos que vivemos aqui. Acredito ser desta forma que crescemos. Muito me incomoda o olhar a política com a paixão de um torcedor de futebol, como se não houvesse nada além do time X e dos jogadores fulano e beltrano. Política para mim, não é religião, nem paixão, tão pouco termina no final do campeonato. É negociar! Dar voz a quem, por um motivo ou outro, não pode fazer-se ouvir. Garantir que as áreas comuns desta nossa casa estejam sempre em ordem para poder servir a todos da maneira mais igualitária possível. Acredito em resultados, não se justifica “estamos fazendo” mas “veja o que eu já fiz”. Tenho consciência de que um dia seguiremos um projeto de desenvolvimento público e não projetos de partidos, que teremos a clareza de quanto o estado nos custa, e que pagaremos para sermos atendidos, sermos servidos. Estou seguro de que a audácia de tocar no dinheiro resultante da coleta de impostos, não passará incólume. Espero ainda a alternância de administradores, tão salutar no tratar da coisa publica. Por fim a derrocada cabal do excesso de burocracia, do criar dificuldades para vender facilidades e de quando a mais alta autoridade saberá que deve explicações ao povo por quem e para quem é feita a lei!

Começamos.

Sergio Mendes