sábado, 20 de fevereiro de 2010

E se...

E se a palavra de ordem fosse: Ouvir o povo das ruas?

E se as informações da cidade estivessem dispostas como no site de uma loja on-line?

E se fosse tão fácil saber dos gastos públicos como é saber sobre a novela ou o BBB 1000?

E se todos quiséssemos saber por que a cidade ainda enche na época de chuvas?

E se procurássemos as escolas públicas para ajudarmos a educar?

E se não precisássemos de carros com tantos ônibus novos rodando na cidade? Se a passagem só aumentasse quando alguma melhoria significativa acontecesse?

Se os pedágios substituíssem o IPVA?

Se os valores que as concessionárias cobram por serviços públicos, fossem traduzidos em investimentos reais? Saneamento e tecnologia!

Se ao invés de apenas considerar tais hipóteses, tudo isso fosse verdade?

Não deveria ser mais do que algumas clicadas. Computadores e internet já existem. Falta que os sites dos governos sejam claros e intuitivos. Que investissem 32milhões em tecnologia de informação e não em propaganda. Existem países onde, mesmo senadores, dispõem de pouco mais do que uma secretária, um pequeno escritório e o seu próprio carro. Você sabe de quanto dispõe apenas um vereador em São Paulo? Melhor, de quanto lhe custa a estrutura do governo apenas da cidade de São Paulo?

E do Estado, do País?

Tudo é o seu rico dinheirinho.

Mas nunca farão nada diferente do que já vem fazendo e nunca será muito mais do que já é agora, a menos que muita gente resolva ganhar uns minutinhos do dia e navegar na dificuldade que é encontrar informações públicas sobre a cidade e sobre seus administradores. Essa dificuldade não precisa existir.

E se você ajudasse? Quão melhor seria no início do ano que vem?

Ajude.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

A voz do povo


A quem pertence o mandato de um político?

Por que é tão freqüente que vereadores, deputados e as vezes até senadores, evitem o debate e simplesmente sigam a orientação dos partidos? Para não colidirem com os mesmos?

O prejuízo para a cidadania é incalculável. Centenas de políticos calados, pouco expressivos, pouco representativos. Temas importantíssimos para a cidadania nunca vêm à baila por falta de serem mencionados em plenário. Falta da voz de quem foi eleito para representar. E não estou sequer pensado em meu caso específico de quem a quase um ano espera por um contato com uma parlamentar da cidade onde eu vivo.

Vale um convite a saber melhor da regra que o TSE aplica para considerar eleito um candidato. Vale procurar saber sobre como vão parar nas Câmaras, os candidatos, sempre tão eloqüentes em tempos de campanha e tão ausentes nos debates e nas controvérsias que em suma são a essência da democracia.

Dos gastos, da produção parlamentar. Da regulamentação de leis importantes, sem o que, não é possível que a mesma lei entre em vigor.

Tudo isso depende de que assuntos sejam debatidos, de que as opiniões sejam confrontadas, de que a população seja ouvida. Quantas demandas populares são atendidas, salvo as que ganham destaque na mídia?

Quantas vezes não vemos ser tratado como ‘’intriga da oposição’’ quando um grupo de parlamentares apóiam a demanda popular em detrimento do que pensa o executivo?


Afinal, de quem é o mandato?


Qual a razão para serem chamados de “baixo clero’’ os pouco expressivos e quase apagados, parlamentares que nunca se vê falar?

Os problemas da cidade são enormes, tão grandes e antigos quanto o tamanho e a idade da mesma. Se seguirmos aceitando que em terra de índio, só quem fala é cacique, nossos assuntos demorarão muito mais tempo para serem discutidos, isso se algum dia vierem a ser.

É nossa a prerrogativa de cobrar resultados! Ao serem eleitos os antes, candidatos, não podem esconder-se atrás de seus partidos. Não pode também, os partidos, esconde-los.

O mandato, em primeira e ultima análise é do povo. E é para o povo que trabalham e recebem.

A voz de um vereador é a voz do povo. Você tem escutado a sua por ai?


A minha, eu raramente ouço, está na hora de ouvirmos com muito mais eloqüência.



Sérgio Mendes.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

1 encontro do Adote um Vereador 2010


Ontem à tarde foi especial. Um encontro de cidadania. Algumas pessoas comuns, alguns bem jovens até, resolveram separar-se um pouco da folia de carnaval para discutir a participação popular na política. Como fazer pra trazer de volta o poder de decidir para onde o povo está.

Foi interessante. Foi bom saber que mesmo pequeno ainda, existe uma porção da população que está preocupada. Que enxerga a política como solução. E que está disposta a ajudar, a participar. Sobretudo foi bom ouvir isso de gente bem jovem.

Ontem, cada um de nós ali presente, colocou de que maneira se sente capaz de cooperar com uma cidade melhor. Como podemos ser parte de uma mudança.

Na minha vez, expus que venho tentando um contato com a vereadora Marta Costa (DEM) desde maio do ano passado, como escrevi diversos e-mails, de quando escrevi em seu site( que vem recebendo atualizações sim, faça-se justiça), de quando protocolei na câmara um conjunto de perguntas juntamente com a minha carta de apresentação e ainda assim nunca trocamos uma linha de diálogo sequer. Mal falei com um assessor seu e mesmo assim ficamos na intenção de contato, como vocês podem ler aqui mesmo. Nunca fui capaz de acompanha-la plenamente por que nunca fui capaz de me comunicar com ela.

Mas acompanho como posso. Ofereço assim a minha contribuição para desvendar aos meus leitores, algo do mistério que é para nós leigos, os caminhos da política.

Este ano seguirei tentando contato e escrevendo sobre o meu ponto de vista. Seguirei aberto a recebe-la e ajudar a divulgar suas ações. Como sempre estive.

Bem-vindos a 2010, o ano em que seremos todos mais cidadãos. Que assim seja.

Sérgio Mendes.