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domingo, 19 de julho de 2009

Você é importante pra quem?

Vou me esquivar de fazer um julgamento e deixo a vocês leitores, eleitores que façam por si juízo da falta de resposta aos pedidos de atenção deste que vos escreve em primeiro lugar a vereadora, por mim adotada, e em seguida ao diretório e o presidente do partido a qual ele está filiada.
Todas as vezes que escrevi, tive o cuidado de dizer exatamente do que se tratava o meu pedido e de fazê-lo da maneira mais cordial possível na tentativa de estabelecer a ligação tão importante como é a que deve existir entre representantes e representados em um estado democrático.
O silêncio ante tais tentativas é a maior prova de quanto somos, individualmente, importantes para as pessoas que elegemos representantes de nós nas esferas da administração pública.
Lembremos sempre que estas pessoas tem o poder constitucional de legislar sobre todos os aspectos de nossa vida social. O pensamento deles interfere em tudo que fazemos e até dita o que é liberdade ou não. O resultado do trabalho deles é conhecido por nós todas as vezes que respiramos, comemos, compramos, ganhamos dinheiro, perdemos dinheiro, na educação de nossas crianças...e absolutamente todo o resto de nossas vidas.
Esperei por mais de um mês, pacientemente esperei.
Na data de hoje volto a enviar meus pedidos de atenção mas antes publico aqui o conteúdo de minhas mensagens.
Os endereços para onde escrevo também ficam à disposição de vocês.


Mail enviado originalmente ao gabinete da vereadora Marta Costa (DEM) em 28/05/2009. A postagem retornou para minha caixa postal com a mensagem de não entregue. Outras quatro tentativas foram feitas, uma delas com cópia para outra caixa postal no Google. A do Google chegou sem problemas, a do gabinete tornou a voltar sem ser “entregue.”

Cara vereadora Sra Marta Costa.

Meu nome é Sergio Mendes, trabalho com o ensino de língua inglesa e sou um cidadão muito preocupado com as questões da cidade de São Paulo, onde resido a mais de dez anos. Em busca de contribuir de alguma maneira mais efetiva, decidi unir me a um grupo de eleitores que, livres de comprometimento político partidário, resolveu acompanhar de perto os trabalhos dos Srs. vereadores. Entendo que em um município como São Paulo, os problemas agigantam-se e requerem soluções igualmente abrangentes e tão imediatas quanto possível.Estarei tratando de dar eco a vossa atuação como parlamentar na câmara de vereadores e igualmente de replicar em meu blog as notas oficiais a respeito da Sra. Sempre que estas estiverem relacionadas com a pessoa pública da vereadora. Para tanto gostaria de contar com a vossa colaboração no sentido de esclarecer pontos importantes para que outros eleitores de São Paulo, assim como eu pudéssemos nos sentir verdadeiramente representados por vossa atuação junto a câmara de vereadores de São Paulo.Esteja à vontade para expressar o seu ponto de vista e conte com mais este aliado para trabalhar pelo bem estar de todos nós cidadãos desta grande metrópole.
Cordialmente.

Sérgio Mendes


Ao presidente do Democratas (DEM) Deputado Federal Rodrigo Maia com cópia para o diretório nacional do partido.


Senhores.

Em uma tentativa de acompanhar os trabalhos dos vereadores da Câmara Municipal de São Paulo, aderi ao projeto Adote um Vereador e a três semanas estou tentando um contato com a vereadora Marta Costa, eleita pelo vosso partido. Em nenhuma de minhas tentativas obtive algum sucesso. Todos os e-mails enviados retornaram com a mensagem de “não entregue” . Acontece que o último foi enviado com cópia a uma caixa postal no Google, que recebeu a mensagem sem problemas.Ante tal recusa em atender um cidadão, gostaria de saber:Qual a posição oficial do partido para a comunicação entre eleitos e eleitores ?Qual o posicionamento do (DEM) para este comportamento tão esdrúxulo?Caso a orientação do DEM seja favorável a minha iniciativa, como posso fazer para que esta vereadora responda a este eleitor?Não tenho filiação política, não tenho intenção na vida particular da vereadora. Faço parte de um projeto de cidadãos comuns, interessados em entender e quando possível auxiliar os vereadores no sentido de fazer da transparência um alvo a ser perseguido em todas as instancias da vida pública administrativa de nosso país. Sinto-me frustrado, em minha tentativa de ser cidadão cada vez que um e-mail meu retorna.Outros vereadores de outros partidos já responderam e entenderam o que fazemos como algo positivo. Eu de minha parte sigo obrigado a investigar e não estou à vontade para fazê-lo visto que não tenho esta vocação profissional. Quero ouvir da mesma vereadora e dar a saber aos meus amigos e quem mais tiver acesso à pagina em que escrevo na internet, sobre o que ela pensa, como ela vota, sobre os seus projetos e sobre os seus gastos administrativos frente ao mandato confiado pelo povo em 2008.O que fazer?Serei ouvido? Posso considerar o DEM como um partido em favor da transparência?
Cordialmente,

Sérgio Mendes
cidadão de São Paulo.

www.mbserel.blogspot.com ( minha pagina na internet)

Sérgio Mendes

Vereadora Marta Costa (DEM) martacosta@camara.sp.gov.br

Deputado Rodriga Maia (DEM) dep.rodrigomaia@camara.gov.br

Diretório Nacional Democratas democratas25@democratas.org.br


Sérgio Mendes

terça-feira, 9 de junho de 2009

"Protocolarmente" apresentados!




Entregue e protocolado.
Esta manhã estive na Câmara Municipal de São Paulo acompanhando o 1º seminário para discutir as relações da sociedade civil e os vereadores. Após ouvir os vereadores e demais participantes inclusive o Milton Jung, fui em busca de protocolar minha carta de apresentação a minha vereadora adotada.
Deixo aqui uma copia do protocolo de entrega. Desta vez não haverá retorno. Foi entregue! Duas semanas, diversas tentativas de dialogar com ela e até agora nada. A tecnologia tem lá as suas falhas... meus emails nem chegaram a serem entregues...
Como já havia dito antes, ler um e-mail não toma mais que cinco minutos.
Interessante, existir vereadores a quem o acesso é tão mais fácil.
Que não concordem, que tenham lá seu questionamento e suas razões... tudo isso posso entender, é saudável, democrático. Mas essa recusa tão veemente em receber um cidadão, o objeto maior de seu trabalho, não.
Mesmo por aqui... quando este texto pode ser lido em qualquer tempo, qualquer dia! Foi interessante vê-los (os poucos que estavam ali). Pude ouvir e tive que concordar algumas vezes quando disseram que realmente é difícil legislar obedecendo algumas limitações impostas por outras leis.Vou tentar ser mais presente neste tipo de debate. Mais uma vez registro que estavam ali apenas uma pequena parcela dos 55 membros da nossa Câmara. A minha adotada não vi.
Vamos a algumas considerações...
Muito óbvio para nós usuários diários dos serviços públicos que quase tudo vai muito mau, e faz muito tempo. Não vou nem muito longe e os convido a olhar a briga entre carros, ônibus, motos e bicicletas (felizmente elas existem). Segundo fiquei sabendo hoje, legislar sobre quaisquer aspectos do transito não é competência do município. Mas também não é, sobre a educação ou a segurança e embora vivamos e paguemos para estar aqui, a Câmara de Vereadores não pode ser responsabilizada pelo caos do transito. Não em tese, mas pode sim iniciar o processo de transparência no investimento do dinheiro público e assim ajudar que não tenhamos mais ruas mau sinalizadas ou coisa pior! Ruas não sinalizadas.
Transparência. Comunicando-nos que nosso dinheiro está investido em nossa casa, nossa cidade, não em um castelo ou palacete lá na serra da Cantareira! Muito menos, em alguma outra empreitada de muito maior monta.
Um dos vereadores ali presente, disse estar inconformado por que seu site,embora eleito o melhor site entre vereadores pelo Google, não teve da população uma avaliação assim tão retumbante, estranho não? Talvez, por que quem deve realmente avaliar e acompanhar o site, não viu naquele lugar o suficiente para saciar sua sede de saber o que realmente interessa para quem dorme e acorda em São Paulo. Em seguida a este texto vou procurá-lo e falarei com mais propriedade.Não enxerguei vontade de enganar. Vi uma enorme incapacidade de comunicarem-se, e não estou falando de fazer propaganda.
Outro vereador reclamou sentir-se nivelado por baixo com os maus parlamentares quando não tem seu trabalho reconhecido pela população, e quando ouve críticas generalizando todos os vereadores pelo mau feito de meia dúzia. Outra falha na comunicação. Por que a imprensa não divulga o que esta sendo feito de bom?. Bem, nem a imprensa nem nós sentimos tanta melhora assim... lembra do trânsito?
Reclamar reconhecimento enquanto houver uma única criança passando fome aqui, no meio do maior acumulo de riqueza do país é no mínimo de mau gosto. Houveram mais falando. Em outros posts voltarei a comentar o seminário de hoje cedo.
Receber voto, eleger-se traz consigo uma gama de responsabilidades muito maior do que a que se observa nas ausências de mais vereadores em oportunidades como a de hoje. Deveriam estar todos ali, e todos dispostos a escutar! Em seminários assim deveriam muito mais ouvir que falar! As auxenias, salvo raras exceções revelam, por exemplo, os querem fazer carreira política. Largando pra trás alguns milhares de votos que recebeu em troca de disputar um cargo mais alto na hierarquia. Não que todos façam assim, e vou aqui apontar meu dedo à aqueles que pensam em candidatarem-se outra vez, enquanto o tempo que lhes foi confiado a frente de tamanha responsabilidade está pela metade. Há inclusive alguns pré-candidatos bem explícitos neste sentido.
Não creio que possa algum deles, nem o melhor de todos, resolver o embrulho de décadas de descaso em quatro anos. Não é isso que espero. Espero que ao final de outros quatro anos, possamos enxergar que há um pouco menos de lixo nas ruas, algumas crianças a menos drogadas na calçada. Mais transparência no trato da coisa pública. Que o jogo político não anule a participação cidadã. Que a pretexto de conseguir apoio político, não tenhamos o legal sobrepondo-se ao moral.
Isso soa pouco provável?
Isto pode acontecer quando as sessões da Câmara não aprovarem mais, leis que não foram discutidas e acompanhadas pelo menos, por todos os vereadores. Pra não falar de serem abertamente discutidas em seminários como o de hoje.
Quando o gasto dos gabinetes for acompanhado aos centavos em planilhas eletrônicas, quando os Srs. vereadores declararem em juízo, todos os seus bens antes e depois de seus mandatos. E sujeitem-se a perdê-lo em caso de discrepância.
E quando tudo isso não for muito difícil de imaginar.
Eu aderi a idéia de adotar um vereador, para acompanhar de perto um parlamentar em sua vida na Câmara. Não parei para escolher. Assumi olhar para uma, que ainda não havia sido adotada. Adotar para conhecê-la e fazer seu trabalho conhecido. Estive e ainda estou disposto a ouvi-la, com a mesma disposição que tem um candidato em tempos de eleição. É um voto como o meu, somado a alguns milhares que a tornou vereadora, e nem assim sequer um e-mail meu foi lido.
Vou seguir acreditando que um erro tremendo da tecnologia impediu que até hoje ainda não nos encontrássemos. Quero acreditar que como os que ouvi nesta manhã, ela esteja sim disposta a ser transparente. Até para poder pedir o nosso voto de confiança em uma próxima eleição.

Sérgio Mendes
Leia mais sobre o encontro desta manhã aqui.
Sobre vereadores pré-candidatos ao pleito de 2010 aqui

sábado, 23 de maio de 2009

Muito bem, começamos.

Tenho sorte de viver em São Paulo. Uma cidade que desde minha infância é um ícone para mim.

Nasci no interior do estado do Piauí e só nas minhas brincadeiras de criança era possível morar aqui. Costumávamos, eu e a molecada de então, sermos mais inventivos fazíamos de conta que transitávamos entre o Rio e a São Paulo das novelas da Globo. Engraçado que mudavam as novelas e as personagens, mas éramos em nosso faz-de-conta, sempre o empresário a secretária e empregada que servia o café ou a bebida... Alguns itens estavam sempre presentes também. A máquina de escrever feita com uma folha de papel dobrada ao meio e curva para imitar o som das teclas, um interfone com o qual o diretor falava com a secretária, a moto que era não mais que um pedaço de pau. O carro, uma tampa de panela...( contribuição involuntária da minha avó...). Muito Bom, muito desprovida dos brinquedos vendidos na época, mas cheia de criatividade.

São Paulo era grande, era longe era um mito. Vir até aqui de verdade só comparávamos a ir a Marte! Tenho a impressão nostálgica de que naquele tempo deveria ser melhor aqui.

Gosto de como São Paulo esta hoje, há muita beleza escondida pelo asfalto, muitas arvores que teimam em dar frutos e flores amenizando a poluição nos nossos olhos. Generosas estas criaturas. Há algo mais generoso que uma árvore?

É claro que poderia ser bem melhor. Há muito que fazer mas antes de seguir o rosário das mil queixas deveríamos perguntar a nós mesmos sobre como contribuir, como melhorar.

Sem dúvida, trazer a luz, o debate que acontece dentro do fórum maior do município e convidar os cidadãos a opinar, é um jeito bastante eficaz de fazer daqui, uma cidade mais parecida conosco. Tenho as minhas opiniões bastante claras neste sentido e gosto do apoio dos que compartilham comigo estes pontos de vista. Entretanto bom mesmo é exercitar o dialogo com opiniões contrarias. Negociar uma saída justa e moral para os problemas comuns a todos que vivemos aqui. Acredito ser desta forma que crescemos. Muito me incomoda o olhar a política com a paixão de um torcedor de futebol, como se não houvesse nada além do time X e dos jogadores fulano e beltrano. Política para mim, não é religião, nem paixão, tão pouco termina no final do campeonato. É negociar! Dar voz a quem, por um motivo ou outro, não pode fazer-se ouvir. Garantir que as áreas comuns desta nossa casa estejam sempre em ordem para poder servir a todos da maneira mais igualitária possível. Acredito em resultados, não se justifica “estamos fazendo” mas “veja o que eu já fiz”. Tenho consciência de que um dia seguiremos um projeto de desenvolvimento público e não projetos de partidos, que teremos a clareza de quanto o estado nos custa, e que pagaremos para sermos atendidos, sermos servidos. Estou seguro de que a audácia de tocar no dinheiro resultante da coleta de impostos, não passará incólume. Espero ainda a alternância de administradores, tão salutar no tratar da coisa publica. Por fim a derrocada cabal do excesso de burocracia, do criar dificuldades para vender facilidades e de quando a mais alta autoridade saberá que deve explicações ao povo por quem e para quem é feita a lei!

Começamos.

Sergio Mendes