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sábado, 15 de maio de 2010

De volta ao oficio de ser cidadão.

Faz algum tempo que não tenho postado informações nesta página, foi tempo de tocar alguns outros projetos pessoais que me absorveram quase em tempo integral, volto hoje a buscar as informações sobre a vereadora Marta Costa(DEM/SP) e me dedicar a este que é das coisas mais importantes que faço, um resgate de cidadania. Nos próximos dias elas estarão aqui a disposição de vocês. Seguem alguns posts interessantes sobre a Adm. Pública de São Paulo.

Um abraço a todos e bom fim de semana.

Sérgio Mendes

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Estamos?

Estamos em véspera de eleição. Não, não estamos. Mas é como querem parecer que seja, políticos e cabos eleitorais. Oficialmente sabemos bem que a lei proíbe esse tipo de manifestação, e a razão por menos óbvia que possa soar é uma só. Impedir que no afã de fazer valer projetos de poder, tão comuns e muito em voga nos nossos dias, os governos...governem e as oposições fiscalizem.

Não podemos deixar que nos confundam as ideologias das siglas, deixar confundir o fazer direito, o fazer com Ética. De nada ou muito pouco adianta criticar atos do Estado, se como cidadãos, repetirmos as mesmas práticas, a saber, duas bem comuns:

· Apontar alguns erros e encobrir outros conforme a... conveniência?!?!!

· Espalhar boatos infundados ou usar partes de discursos para criar factóides, fazer sensação.

Isto para não falar de mais práticas abomináveis tão conhecidas de nossas excelências. A conveniência que me refiro, é dos políticos e dos partidos. Do nosso lado, do lado dos pagadores de impostos, importa é que o serviço seja executado, e muito bem executado. Porque é caro.

É a educação, a saúde, a segurança...

Conveniência dos partidos é não permitir que suas más práticas sejam descobertas, e que as dos oponentes ganhem as páginas dos jornais com grande destaque. Conveniência pra nós é diferente!

É poder usar dos aparelhos do Estado sem temer que ali não encontremos o resultado do imposto que nos custa ganhar todos os dias que saímos de casa e enfrentamos as dificuldades das ruas de nossas cidades. Não é sensato viver culpando o passado e morrer empurrando com a barriga os eternos problemas que, segundo a propaganda, faz parte da cidade do futuro, sempre! E pior, em nome de um possível salvador da pátria. Esse salvador ou o salvador do outro lado tem passado! Que tal uma olhada honesta no que ele fez? Pode ser indicativo do que fará.

É um tal de propaganda institucional aqui, outro inaugura por acolá... viagens mirabolantes e sem a mais mínima razão de ser. Nada novo. Mas me deixa profundamente triste ver como alguns cidadãos, verdadeiramente preocupados com os rumos de nossa nação e de nossas cidades, confundem as estações e entram na dança dos partidos esquecendo-se de que estamos fora do período eleitoral e portanto devemos nos ater a acompanhar e fiscalizar estes governos. Saber como estão ou não usando o nosso dinheiro. Todos eles, neste momento, dispõem de verbas que devem ser empregadas no combate dos problemas que independente de cores partidárias seguimos tendo.

Se ficamos no escuro ou se a ponte caiu... Temos que estar cientes de que é nossa responsabilidade fazer que isso não volte a acontecer. E que, se a máquina do Estado não dá curso à fiscalização como acreditamos que deva dar, somos nós que em última instancia devemos fazer que voltasse a funcionar como queremos. Como ela deve funcionar. As eleições de 2010, serão em 2010. Até lá, estamos todos no mesmo barco. Os partidos e os políticos que desde já dão mostra quererem ficar no poder ou de tomar o poder somente pelo poder não são, de maneira muito clara dignos de existirem ou de serem, sequer, parte de democracia alguma. Estamos de olho. Não estamos?

Adote!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Caríssimos

Senhores leitores, quase a metade da Câmara Municipal de Vereadores está implicada em uma sentença Judicial que os condena por terem recebido doações de Campanha feitas de maneira irregular da AIB ( Associação Imobiliária Brasileira ). Isto significa dizer que as pessoas que tem o poder de decidir se a sua casa pode está aí onde ela esta ou não, receberam dinheiro para a campanha de 2006, justamente de quem constrói ou derruba a sua casa e ao que parece não se sentiram constrangidas de receber desta instituição, justamente também, em tempos de redefinir todo o plano diretor da cidade. Plano este que nada mais é do que a planta, o mapa da cidade de São Paulo.
Afirmam entretanto, que tudo não passa de uma grande coincidência...( plano diretor...AIB...) E que mesmo respeitando a decisão da justiça seguirão o seus trabalhos junto à Câmara Municipal.
Como sempre para estas nossas excelências, está tudo certinho, tudo normal, exceto claro, ir, vir e estar em qualquer ponto da capítal. São cada vez mais prédios e cada vez menos ruas...senso comum...
No tocante a vereadora que este blog propõe-se a acompanhar, Marta Costa(DEM), aguardamos que ela venha a pronunciar-se até mesmo com relação a uma outra dúvida que foi também alvo de denuncia do Ministério Público que a acusa de fazer um aporte de R$ 52.850,00 de recursos próprios, quando declarou à Justiça Eleitoral que não tinha bens.

Seguimos a nossa espera.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Onde foram parar?

Não é surpresa que ha muito tempo nossa classe de governantes está destacada do restante da população. Faz muito tempo que a mesma Ética deixou de ser diretriz da ação do estado e deu lugar ao imbróglio da lei e de seus meandros que de tão complicados deixam o cidadão menos atento perdido sem saber o que aconteceu e o que acontece.
Sem entender os caminhos do mesmo estado, mas muito exigido quando se trata de fazê-lo existir. Ao cidadão sobra um peso enorme que se vê obrigado a carregar trabalhando mais de cinco meses no ano para sustentá-lo.
Faz tanto tempo que existe os não existentes serviços do estado que para gerações de brasileiros, ele, simplesmente... não existe. Brasileiros que não sabem que tem direito. Tem de alguma forma o entendimento do “meu direito”, mas não sabem como ou onde pedir por eles.

Ruas esburacadas, falta de assistência básica de saúde, educação, saneamento, segurança... Não há suficiente. Sobram, entretanto benesses e regalos a uns muito poucos.
São muito poucos os que podem ir, vir... estar. Os demais, tem tarefa de validar as urnas mesmo sem saber o que ou para que.
Nossa constituição reza que todos os tramites do estado devem ser transparentes e comunicados devidamente, mas se sabemos da cobrança de impostos, por exemplo, não é senso comum a direção de tais recursos. Ficam assim, diluídos nos engenhos de uma máquina enorme e muito complicada que a conta gotas vai soltando um ônibus lotado ali, uma fila de doentes acolá, médicos desmotivados a trabalhar, professores desrespeitados e sem condições de preparem-se para a tarefa de ensinar e tudo mais que está tão presente nas ruas esburacadas de nossas cidades.
Dizer que uma pessoa que trabalha não pode refletir seus esforços em um padrão de vida mais elevado, ou em bens que por ventura venha a desejar, não é o objetivo deste que vos escreve. Mas que não exista, nem uma dúvida quanto aos proventos que sustentam a máquina do estado, que a educação e o bem comum sejam acessíveis a todos os cidadãos que uma vez educados sejam capazes de elegerem para si o rumo na vida que melhor lhes pareça.
Nas casas legislativas o dinheiro de interesses mercadológicos não pode desviar a atenção dos legisladores da causa da cidadania e da transparência. A mesma mistura de interesses é a razão da distancia entre representantes e representados, das escolas públicas que não funcionam como deveriam. A ausência dos vereadores dentro delas, confiando a educação dos seus aos serviços que eles próprios administram. O mesmo digo para os hospitais, as moradias aos ônibus e todos os serviços que deveriam ser a imagem da excelência do preço que custa para nós cidadãos carregar o estado nas costas.
E se temos as ruas que temos, a educação que temos, a segurança e as filas nos atendimentos da saúde que temos, é único e exclusivamente por que quem atreveu-se a receber o voto de confiança dos cidadãos deste lugar, falhou em sua tarefa de legislar, fiscalizar e administrar os recursos que todos somos obrigados a pagar.
De alguma maneira estes recursos foram contingenciados e não chegaram onde deveriam. Mas eles existem. Onde foram parar?