segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Estamos?

Estamos em véspera de eleição. Não, não estamos. Mas é como querem parecer que seja, políticos e cabos eleitorais. Oficialmente sabemos bem que a lei proíbe esse tipo de manifestação, e a razão por menos óbvia que possa soar é uma só. Impedir que no afã de fazer valer projetos de poder, tão comuns e muito em voga nos nossos dias, os governos...governem e as oposições fiscalizem.

Não podemos deixar que nos confundam as ideologias das siglas, deixar confundir o fazer direito, o fazer com Ética. De nada ou muito pouco adianta criticar atos do Estado, se como cidadãos, repetirmos as mesmas práticas, a saber, duas bem comuns:

· Apontar alguns erros e encobrir outros conforme a... conveniência?!?!!

· Espalhar boatos infundados ou usar partes de discursos para criar factóides, fazer sensação.

Isto para não falar de mais práticas abomináveis tão conhecidas de nossas excelências. A conveniência que me refiro, é dos políticos e dos partidos. Do nosso lado, do lado dos pagadores de impostos, importa é que o serviço seja executado, e muito bem executado. Porque é caro.

É a educação, a saúde, a segurança...

Conveniência dos partidos é não permitir que suas más práticas sejam descobertas, e que as dos oponentes ganhem as páginas dos jornais com grande destaque. Conveniência pra nós é diferente!

É poder usar dos aparelhos do Estado sem temer que ali não encontremos o resultado do imposto que nos custa ganhar todos os dias que saímos de casa e enfrentamos as dificuldades das ruas de nossas cidades. Não é sensato viver culpando o passado e morrer empurrando com a barriga os eternos problemas que, segundo a propaganda, faz parte da cidade do futuro, sempre! E pior, em nome de um possível salvador da pátria. Esse salvador ou o salvador do outro lado tem passado! Que tal uma olhada honesta no que ele fez? Pode ser indicativo do que fará.

É um tal de propaganda institucional aqui, outro inaugura por acolá... viagens mirabolantes e sem a mais mínima razão de ser. Nada novo. Mas me deixa profundamente triste ver como alguns cidadãos, verdadeiramente preocupados com os rumos de nossa nação e de nossas cidades, confundem as estações e entram na dança dos partidos esquecendo-se de que estamos fora do período eleitoral e portanto devemos nos ater a acompanhar e fiscalizar estes governos. Saber como estão ou não usando o nosso dinheiro. Todos eles, neste momento, dispõem de verbas que devem ser empregadas no combate dos problemas que independente de cores partidárias seguimos tendo.

Se ficamos no escuro ou se a ponte caiu... Temos que estar cientes de que é nossa responsabilidade fazer que isso não volte a acontecer. E que, se a máquina do Estado não dá curso à fiscalização como acreditamos que deva dar, somos nós que em última instancia devemos fazer que voltasse a funcionar como queremos. Como ela deve funcionar. As eleições de 2010, serão em 2010. Até lá, estamos todos no mesmo barco. Os partidos e os políticos que desde já dão mostra quererem ficar no poder ou de tomar o poder somente pelo poder não são, de maneira muito clara dignos de existirem ou de serem, sequer, parte de democracia alguma. Estamos de olho. Não estamos?

Adote!

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