
No congresso há representações ruralista, ambientalista, bancadas evangélica, católica, da bala e da construção civil. Há de bancos e da indústria automobilística e quantas mais forem as variadas áreas de interesse do capital, em nossa sociedade.
Parlamentares com uma causa.
Recentemente em discurso inflamado, o projeto de um acordo jurídico entre a Igreja Católica e o Governo Brasileiro, foi defendido pelo Sem Fernando Collor. Em flagrante contradição com a Constituição, que veta esse tipo de acordo entre uma instituição religiosa e o estado, excetuando-se os casos de utilidade pública. Este trará benefícios concretos para o Clero Romano, os quais não são extensivos aos demais grupos religiosos do país, ferindo um princípio jurídico caríssimo ao nosso sistema republicano, que é princípio da isonomia, ou seja, todos os grupos religiosos devem ser tratados pelo Estado de maneira igual.
Retórica. Mentira disfarçada e professada com muitas palavras de efeito. A omissão do fato de que teremos uma religião privilegiada e detrimento de outras, não faz do discurso verdade!
Assim agem os representantes de interesses diversos, dentro de nossas casas legislativas. Doram as pílulas amargas que deveram ser engolidas por quem queira ou não.
Os resultados, encontramos todos os dias nas ruas de nossas cidades.
Leis, cuidadosamente elaboradas, garantem benesses impossíveis de serem toleradas caso fossem, as leis, claras e simples. Os juízes não têm outra saída que não seja fazer cumpri-las, e é quando percebemos que fomos enganados. Criminosos saem indultados e cometem mais crimes, políticos corruptos recebem permissão para disputar eleições e retornam por sobre a carne seca.
Agora, os únicos que validam eleições somos nós com o nosso voto. E nem todo dinheiro do mundo gasto somente em propaganda, pode mudar a realidade em que vivemos.
Nenhuma destas bancadas foi capaz de mudar nossa sociedade, ao menos não de acordo com a propaganda, continuamos o abismo entre riquezas e pobrezas, educados e ignorantes, cidadãos e nada.
Um exemplo bem dolorido é o da bancada da bala, que surfando na onda da revolta contra a descoberta do mensalão, usou de propaganda para convencer a população que um governo corrupto estava por trás da iniciativa de cerceamento do direito sagrado de comprar e vender armas de fogo. Uma falácia em que muitos que hoje proibiram o direito a fumantes em lugares abertos, caiu.
A bancada da bala, fez passar em referendo a legalização das armas no Brasil, e como podemos ver hoje, alguns anos depois, não estamos mais seguros, e o número de acontecimentos envolvendo armas em casa, crianças, balas perdidas e mortes continua a cobrar seu preço, enquanto a mesma bancada da bala, esta livre de ser responsabilizada e eu diria até esquecida.
Houve um tempo em que a hipocrisia era uma maneira de o crime e os criminosos, não aviltarem os olhos sensíveis de nossa sociedade, que realmente muito pouco esteve interessada em enxergar.
Hoje isso já nem se vê com tanta freqüência, nossas leis são flagrante vezes construídas para beneficiar outros que não o povo. Nossas cidades entupidas de carros, poluídas e ainda assim mais estradas são abertas e o incentivo de impostos é usado não para saúde ou para educação, mas para que mais carros sejam vendidos.
Pra falar um pouco de tendência mundial, ao redor do planeta, dinheiro público no ultimo anos foi investido em bancos e no sistema financeiro a razão de cem vezes o mesmo valor usado em 40 anos contra a mitigação da pobreza e da fome.
Nossa representação está ameaçada por interesses os mais variados, e ainda assim olhamos só a propaganda. Todos os dias vamos perdendo terreno, e se nos apresentam uma conta nova a pagar. Pagamos em tempo, em dinheiro, vemos outros pagarem com a liberdade e até com a vida, mas é como se nunca isso fosse chegar até nós.
Até quando?
Parlamentares com uma causa.
Recentemente em discurso inflamado, o projeto de um acordo jurídico entre a Igreja Católica e o Governo Brasileiro, foi defendido pelo Sem Fernando Collor. Em flagrante contradição com a Constituição, que veta esse tipo de acordo entre uma instituição religiosa e o estado, excetuando-se os casos de utilidade pública. Este trará benefícios concretos para o Clero Romano, os quais não são extensivos aos demais grupos religiosos do país, ferindo um princípio jurídico caríssimo ao nosso sistema republicano, que é princípio da isonomia, ou seja, todos os grupos religiosos devem ser tratados pelo Estado de maneira igual.
Retórica. Mentira disfarçada e professada com muitas palavras de efeito. A omissão do fato de que teremos uma religião privilegiada e detrimento de outras, não faz do discurso verdade!
Assim agem os representantes de interesses diversos, dentro de nossas casas legislativas. Doram as pílulas amargas que deveram ser engolidas por quem queira ou não.
Os resultados, encontramos todos os dias nas ruas de nossas cidades.
Leis, cuidadosamente elaboradas, garantem benesses impossíveis de serem toleradas caso fossem, as leis, claras e simples. Os juízes não têm outra saída que não seja fazer cumpri-las, e é quando percebemos que fomos enganados. Criminosos saem indultados e cometem mais crimes, políticos corruptos recebem permissão para disputar eleições e retornam por sobre a carne seca.
Agora, os únicos que validam eleições somos nós com o nosso voto. E nem todo dinheiro do mundo gasto somente em propaganda, pode mudar a realidade em que vivemos.
Nenhuma destas bancadas foi capaz de mudar nossa sociedade, ao menos não de acordo com a propaganda, continuamos o abismo entre riquezas e pobrezas, educados e ignorantes, cidadãos e nada.
Um exemplo bem dolorido é o da bancada da bala, que surfando na onda da revolta contra a descoberta do mensalão, usou de propaganda para convencer a população que um governo corrupto estava por trás da iniciativa de cerceamento do direito sagrado de comprar e vender armas de fogo. Uma falácia em que muitos que hoje proibiram o direito a fumantes em lugares abertos, caiu.
A bancada da bala, fez passar em referendo a legalização das armas no Brasil, e como podemos ver hoje, alguns anos depois, não estamos mais seguros, e o número de acontecimentos envolvendo armas em casa, crianças, balas perdidas e mortes continua a cobrar seu preço, enquanto a mesma bancada da bala, esta livre de ser responsabilizada e eu diria até esquecida.
Houve um tempo em que a hipocrisia era uma maneira de o crime e os criminosos, não aviltarem os olhos sensíveis de nossa sociedade, que realmente muito pouco esteve interessada em enxergar.
Hoje isso já nem se vê com tanta freqüência, nossas leis são flagrante vezes construídas para beneficiar outros que não o povo. Nossas cidades entupidas de carros, poluídas e ainda assim mais estradas são abertas e o incentivo de impostos é usado não para saúde ou para educação, mas para que mais carros sejam vendidos.
Pra falar um pouco de tendência mundial, ao redor do planeta, dinheiro público no ultimo anos foi investido em bancos e no sistema financeiro a razão de cem vezes o mesmo valor usado em 40 anos contra a mitigação da pobreza e da fome.
Nossa representação está ameaçada por interesses os mais variados, e ainda assim olhamos só a propaganda. Todos os dias vamos perdendo terreno, e se nos apresentam uma conta nova a pagar. Pagamos em tempo, em dinheiro, vemos outros pagarem com a liberdade e até com a vida, mas é como se nunca isso fosse chegar até nós.
Até quando?

Caro Sérgio,
ResponderExcluirOntem no Twitter eu recebi muitos recados de alguns jovens do tipo "não adianta", "as coisas são assim mesmo", "desisto!", "vou me casar só pra ter muitos filhos e criar homens-bombas" e daí pra pior.
No caso dos fretados na sua cidade por exemplo, não há um cristão que tenha até agora investigado a fundo sobre a possibilidade de que os políticos estejam preparando os seus cofres para receberem doações das empresas de ônibus para a campanha 2010.
Embora eu concorde com a lei anti-fumo e me considere um idiota por ainda teimar em manter o vício, não tenha dúvida de que ela não poderia ter sido implantada sem a devida estrutura para dar cabo desse vício terrível e que influencia até na capacidade e nas verbas do sistema de saúde. Até aí, tudo bem. Agora... onde está o apoio aos que desejam largar o vício? Tratam o fumante (que não é nenhum criminoso) que esteve uma vida quase inteira exposto às propagandas de cigarros. E bem que os govenantes gostavam de receber os polpudos impostos e outras coisas por fora. Agora, ninguém pensa na responsabilidade de estarem criando uma intolerância dos não fumantes aos fumantes que poderá gerar até tragédias que quase presenciei e não foi comigo. Enfim... para cada interesse explícito dos políticos existem cem eleitoreiros. A estratégia de Serra é "chocar para aparecer". Até o humor dele melhorou em véspera de ano eleitoral!
Enfim, vamos tocando com a nossa costumeira tolerância. Na verdade não estamos descobrindo nada, apenas aumentando as nossas certezas.
Um abraço,
José Cláudio
www.ospensadoresfalam.com.br
Não estaríamos ainda nesta situação vexatória, não fosse um velho hábito de nosso povo de não questionar autoridades. Parece que somos os filhinhos que tem que ser cuidados e castigados, quando deveria ser o contrário.
ResponderExcluirPor que somos sempre nós a fazer o que eles querem quando a lógica é de que nós demandemos pelo trabalho de nossos digníssimos representantes.
Podemos divergir até na escolha, mas o projeto de vida é nosso, quando não está bom pra um os outros tem que fazer como você faz, gritar! E assim seria democrático. Nossas leis estariam mais em favor da ética e de nós mesmos. O episódio de ontem, já aconteceu um sem número de vezes e olha nós aqui outra vez a reboque de dois pesos e duas medida.
Temos que pelo menos tentar acordar a nossa gente. Seria muito pior se não tentássemos.
Obrigado pela sua visita. É sempre um grande prazer debater.
Um abraço
Sérgio