










Tenho as minhas reservas com alguns amigos e conhecidos que costumam afirmar que o povo brasileiro não sabe votar.
É muito comum que entre os simpatizantes das duas principais correntes da atual política nacional o debate esteja resumido a uma guerrinha de partidos, disputando quem causou o maior escândalo.
Seria muito bom que análises assim como o artigo que segue, servisse de norte a todos os eleitores que realmente pensam em um lugar melhor para viver.
Saiba agora, como trabalha o seu vereador na cidade de São Paulo. Antes de fazer uma defesa incondicional de um partido político, veja como produzem os nossos ilustríssimos representants:
Por Sérgio Roxo.
É muito comum que entre os simpatizantes das duas principais correntes da atual política nacional o debate esteja resumido a uma guerrinha de partidos, disputando quem causou o maior escândalo.
Seria muito bom que análises assim como o artigo que segue, servisse de norte a todos os eleitores que realmente pensam em um lugar melhor para viver.
Saiba agora, como trabalha o seu vereador na cidade de São Paulo. Antes de fazer uma defesa incondicional de um partido político, veja como produzem os nossos ilustríssimos representants:
Por Sérgio Roxo.
Sete dos 25 projetos de lei de autoria de vereadores paulistanos aprovados em segunda votação no plenário da Câmara Municipal, no primeiro semestre, tratam da denominação de rua e equipamento público ou da criação de datas comemorativas e de conscientização.
O percentual chega a 28% do total, o que não é bem visto por especialistas. “O plenário deveria ser o espaço para o debate das grandes questões”, diz o professor Rui Tavares Maluf, da Fundação Escola e Sociologia e Política de São Paulo.
O número completo de propostas sobre denominações e datas que ganharam o sinal verde do Legislativo é ainda maior. Isso porque os vereadores têm um outro mecanismo para aprovar esse tipo de projeto, a deliberação. Justamente por ter baixo impacto, o texto é votado só nas comissões, sem passar pelo plenário. Foram aprovados 17 projetos dessa forma.
“Esses projetos criam uma espécie de gordura legislativa. É uma forma comum de atuação dos parlamentares. Acaba sendo um caminho mais fácil”, completa o professor, referindo-se ao fato de que as propostas de baixo impacto têm mais chance de virarem lei do as que tratam de questões polêmicas.
O vereador Antonio Carlos Rodrigues (PR), presidente da Câmara, joga para os autores a responsabilidade sobre a qualidade dos textos. “Sou apenas o maestro. Se a pessoa quer sair do ritmo, o que posso fazer?”
O raciocínio tem lógica porque um acordão permite ao vereador indicar o seu projeto a ser levado ao plenário. As votações são simbólicas. “Isso (os acordos) existe há 20 anos. Cada vereador indica um. Teve gente que preferiu aprovar dois projetos em primeira votação em vez de um em segunda.” Apenas um parlamentar teve dois textos aprovados em segunda votação. “Acho que ele tinha crédito do ano passado”, revela.
O presidente exalta o trabalho no primeiro semestre devido a projetos do prefeito Gilberto Kassab que passaram pela Câmara, como o das políticas climáticas. Além disso, entre as 25 propostas dos parlamentares, nem todas podem ser consideradas “gordura legislativa”. Já foram sancionadas 12 que não tratam de nomes ou data.
O DIÁRIO publica abaixo e na página 4 o balanço dos primeiros seis meses de mandato dos 55 vereadores, que voltam ao trabalho hoje após um mês de férias. Foram listados projetos, gasto com despesas de gabinete, faltas em comissão permanente ordinária e sessões em plenário. Além desses aspectos, faz parte da atuação do vereador fiscalizar
as ações do prefeito.
As faltas são baseadas em números da Câmara. Os relatórios disponíveis estão atualizados até maio. O percentual de faltas em comissão levou em consideração a quantidade de ausências sobre o total de presença. Ausências
justificadas e licenças foram tiradas da conta. Os critérios para obter a presença em comissão são menos rigorosos do que os da ONG Voto Consciente. A entidade marca ausência para o vereador quando ele assina a lista e deixa a reunião. Em abril, o DIÁRIO publicou reportagem com os dados da ONG.
Cópia do artigo no jornal aqui.
O percentual chega a 28% do total, o que não é bem visto por especialistas. “O plenário deveria ser o espaço para o debate das grandes questões”, diz o professor Rui Tavares Maluf, da Fundação Escola e Sociologia e Política de São Paulo.
O número completo de propostas sobre denominações e datas que ganharam o sinal verde do Legislativo é ainda maior. Isso porque os vereadores têm um outro mecanismo para aprovar esse tipo de projeto, a deliberação. Justamente por ter baixo impacto, o texto é votado só nas comissões, sem passar pelo plenário. Foram aprovados 17 projetos dessa forma.
“Esses projetos criam uma espécie de gordura legislativa. É uma forma comum de atuação dos parlamentares. Acaba sendo um caminho mais fácil”, completa o professor, referindo-se ao fato de que as propostas de baixo impacto têm mais chance de virarem lei do as que tratam de questões polêmicas.
O vereador Antonio Carlos Rodrigues (PR), presidente da Câmara, joga para os autores a responsabilidade sobre a qualidade dos textos. “Sou apenas o maestro. Se a pessoa quer sair do ritmo, o que posso fazer?”
O raciocínio tem lógica porque um acordão permite ao vereador indicar o seu projeto a ser levado ao plenário. As votações são simbólicas. “Isso (os acordos) existe há 20 anos. Cada vereador indica um. Teve gente que preferiu aprovar dois projetos em primeira votação em vez de um em segunda.” Apenas um parlamentar teve dois textos aprovados em segunda votação. “Acho que ele tinha crédito do ano passado”, revela.
O presidente exalta o trabalho no primeiro semestre devido a projetos do prefeito Gilberto Kassab que passaram pela Câmara, como o das políticas climáticas. Além disso, entre as 25 propostas dos parlamentares, nem todas podem ser consideradas “gordura legislativa”. Já foram sancionadas 12 que não tratam de nomes ou data.
O DIÁRIO publica abaixo e na página 4 o balanço dos primeiros seis meses de mandato dos 55 vereadores, que voltam ao trabalho hoje após um mês de férias. Foram listados projetos, gasto com despesas de gabinete, faltas em comissão permanente ordinária e sessões em plenário. Além desses aspectos, faz parte da atuação do vereador fiscalizar
as ações do prefeito.
As faltas são baseadas em números da Câmara. Os relatórios disponíveis estão atualizados até maio. O percentual de faltas em comissão levou em consideração a quantidade de ausências sobre o total de presença. Ausências
justificadas e licenças foram tiradas da conta. Os critérios para obter a presença em comissão são menos rigorosos do que os da ONG Voto Consciente. A entidade marca ausência para o vereador quando ele assina a lista e deixa a reunião. Em abril, o DIÁRIO publicou reportagem com os dados da ONG.
Cópia do artigo no jornal aqui.

Nenhum comentário:
Postar um comentário