domingo, 26 de julho de 2009

Produtividade à prova!

Como seria mais correto analisar o trabalho de um vereador? Quais seriam os critérios que levariam a uma correta avaliação da produção de um legislador, semelhante a o que as empresas privadas fazem de seus funcionários, para poder dizer quem produz e deve ficar e quem deve ser trocado visto que a produção não é mais suficiente para justificar a manutenção daquele investimento.
Neste ponto as empresas têm muito a ensinar ao setor público. Especialmente em nosso país onde as leis quase proíbem que um pequeno empreendedor leve adiante a sagrada missão de ganhar a vida e dar emprego. Para pagar toda a carga de impostos e ainda ter o lucro suficiente que justifique não fechar as portas, muitos empresários vão criando, inovando e cortando custos para permanecerem de pé.
Em um lugar assim não tem domingo, não tem férias, não tem descanso sem a sensação de que algo poderia ser melhor.
Imagine então que nossa cidade é uma empresa e que os departamentos são justamente todos os serviços que cotidianamente os cidadãos utilizam. Mobilidade, educação, saúde segurança, entre outros.
Saiba se é que ainda não se deu conta, que todos estes serviços são pagos. São pagos cada vez que você não somente gasta, mas quando ganha também. Não vou detalhar quem recebe o que por que para nós o que importa mesmo é saber que independente de município, estado ou a união, todos são solidários na prestação dos serviços oferecidos por esta grande empresa, tão cara, que é o estado. Não justifica o jogo de empurra quando uma instância acusa a outra e vice-versa a propaganda no Rádio e na TV é muito clara, e estão, por este tempo todos alvoroçados em mostrar tudo o que fazem de muito bom. Todas as coisas que nos deveriam fazer gargalhar por tão boa sorte de viver aqui.
Mas já reparou que nunca se fala do que ainda falta fazer? Não se vê nestas propagandas nenhum trem lotado, ou uma fila de posto de saúde, nem um córrego que todos os anos transbordam, praticamente no mesmo período.
Entretanto esta empresa tem diretores muito bem pagos, e que dispõem de um orçamento recheado de auxílios e verbas indenizatórias. Dispõem de recessos, de dar inveja aos seus tempos de estudante.
A ironia é que nunca você os verá na recepção de um pronto socorro público, de responsabilidade deles, a espera de atenção médica. Os filhos destes, não freqüentam a escola pública e eles também nunca vem à câmara, de ônibus.
Quando há falhas muito aparentes, é fácil. A culpa é do governo anterior. “È a oposição que não me deixa trabalhar por você.” As contas, muito transparentes para quem se dispuser a destrinchar relatórios tão claros como o Diário Oficial, os sites da Câmara ou da Prefeitura.
Vejamos um exemplo aqui, insistentemente reclamado por mim.
Gabinete da vereadora Marta Costa:
Quem trabalha lá?
Quantos são?
Quanto ganham e o que fazem?
Qual o custo de cada um deles e quais são os seus projetos?
Qual o critério para serem escolhidos?
Estas perguntas, me parecem bastante pertinentes, posto que somos nós quem pagamos todo o custo do trabalho deles. Custo que também é líquido e certo, todos os meses, e a soma acabou de ser atualizada pelos mesmos que a recebem.
A justificativa?
Todos os que trabalham merecem a justa equiparação dos seus vencimentos, com os que fazem a mesma coisa que si.
O resultado de tanto trabalho?
Provavelmente agora que você está lendo este texto, já deve ter usufruído da fluidez de nossas ruas, da segurança de caminhar e de estar nesta cidade abençoada por tanta gente que sorri nas propagandas institucionais da TV.
De minha parte, só pra garantir, vou continuar o pagamento do seguro de meu carro, e o meu famigerado plano de saúde.

26 de julho de 2009, 59 dias desde que enviei o meu primeiro e-mail ao gabinete da Vereadora Marta Costa. Até agora sem resposta.

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